História: Aranoch tem tantas origens como às vidas ceifadas pelo clima tortuoso. Apenas os Ermos mais robustos e altamente treinados conseguem sobreviver o suficiente para contra alguma “lenda do deserto”. No entanto no meio deste ambiente inóspito Lut Gholein tem prosperado com dificuldade, isso se deve a sua localização costeira, costa oeste dos Mares Gêmeos, e ao intenso comércio marítimo. Apesar de alguns grupos Ermos terem encontrados formas de sobreviver neste deserto hostil, a maioria prefere viver afastada das areias do deserto.
Geografia: A cadeia de montanhas de Tamoe delimita a fronteira entre os Reinos do Oeste e as províncias dos desertos de areia de Aranoch. A maior destas províncias-oasis é Lut Gholein.
Aranoch possui um dos climas mais rigorosos do Santuário, esse vasto deserto é formado principalmente por imensas áreas vazias, com algumas plantas e árvores esparsas especialmente adaptadas. Água é uma raridade nas dunas de areia de Aranoch, com freqüentes períodos de seca de anos de duração. O clima varia de um calor ameaçador a vida nos dias de verão a ventos congelantes nas noites de inverno.
Lut Gholein
Tamanho: Cidade Grande
População: 25.000 hab.
Língua Oficial: Rom
Religião Oficial: N/A
Demografia: Maioria Ermos.
Forma de Governo: Sultanato
Governador: Amon Ammad
Economia: Comércio marítimo.
Locais Importantes: Palácio Real, Marinha Mercante, O Mercado Central.
Barulhenta, agitada e exótica, a cidade de Lut Gholein é uma verdadeira preciosidade no meio do deserto. Suas construções de tijolos de barro seco, pintados de branco facilitam a sua localização no deserto, servindo de “Oásis” para os navegantes do deserto, e principal rota comercial para os marítimos.
Os prédios, normalmente baixos, com um ou dois andares, formam ruelas estreitas e tumultuadas. Em dia de comércio ativo, os feirantes e transeuntes transformam os estreitos e sinuosos caminhos de Lut Gholein num verdadeiro formigueiro humano.
Sua localização privilegiada na costa oeste dos Mares Gêmeos transformou o pequeno vilarejo na cidade mais próspera de Aranoch e uma das maiores do Santuário. Lut Gholein recebe todos os anos uma quantidade absurda de comerciantes e mercadores de todos os tipos, tudo devidamente controlado pela marinha mercante, a potência econômica do lugar. Na verdade o comércio na vida do cidadão ermo é tão forte que parece que a pratica da negociação comanda tudo.
A Cidade é governada há séculos pela mesma família. Atualmente, o Sultão Amon V exerce o poder de forma sábia. Conhecido por ser um homem de princípios, Amon controla, ao mesmo tempo, a cidade e a poderosa Marinha Mercante. Nem mesmo as quase duzentas esposas de Amon parecem atrapalhar seu governo, tido como um dos melhores da história recente da cidade.
Entretanto a cidade comporta pouca religiosidade. A família Ammad nunca foi religiosa, nem mesmo nos dogmas de Trag’Oul e por isso é quase impossível encontrar algum templo na cidade, ainda que existam locais de adorações, esses não passam de espaços vazios com um ou dois símbolos da entidade e algumas poucas oferendas. Apesar disso, a região atrai Paladinos e Clérigos de todos os tipos graças às “lendas do deserto” contadas pelos ermos. Outro aspecto religioso incomum são os Druidas e Rangers que protegem o Deserto de Aranoch.
Tundra Seca
Tamanho: Cidade Grande
População: 15.000 hab.
Língua Oficial: Rom
Religião Oficial: N/A
Demografia: Maioria Ermos
Forma de Governo: Sultanato
Governador: Amon Ammad (representado pelo Chanceler Metif).
Economia: Exportação de metal e pedras preciosas encontradas nos subterrâneos.
Locais Importantes: A Mina, As Pirâmides do Sultão.
Fundada há muitos anos atrás por Anões exploradores que esperavam extrair riquezas das minas naturais. Todavia, os anões descobriram para sua decepção que ali pouco tinha além do “ouro dos tolos”. Os Anões se foram, desiludidos, mas outros vieram e formaram uma pequena comunidade.
Muitos anos depois de formada a comunidade, um estranho viajante chegou até Tundra Seca e ofereceu uma solução para o povo ignorante do lugar, ele faria com que a mina desse muitas pedras preciosas se os habitantes do lugar permitissem que ele erguesse seu acampamento ali e pregasse a palavra “dos Três”. Assim surgiu a primeira igreja Triúnica do lugar e com ela veio à riqueza.
Graças aos milagres realizados ali, os habitantes do lugar tomaram o Triunvirato como sua religião oficial, mas poucos sabiam do que realmente se tratava e de que tudo aquilo tinha um preço. Decadas depois de tanta prosperidade, Tundra Seca já era uma grande cidade baseada na exportação de metais e pedras preciosas, mas então chegou o dia do pagamento, e quando os três vieram cobrar as almas que foram prometidas, a cidade entrou em caos e desespero total. Foram anos de escravidão e subserviência. Graças a tiranias dos demônios-reis de Tundra Seca ela se tronou um centro de poder e dali espalhava sua corrupção por todo deserto. Mas sempre surge um herói.
Amon-Rá era um grande general dos exércitos de Lut Gholein que percebeu rapidamente a influencia que aquela região exercia sobre Aranoch e junto guerreiros de força e lealdade semelhante impregou uma cruzada pelos desertos de Aranoch. E em todos os Oasis e cidade que percorria ele adquiria aliados, servos e admiradores. A sua grande provação foi contra a igreja Triúnica em Tundra Seca, mas graças a seu bom coração ele a derrotou.
De volta a Lut Gohlein, Amon-Rá era um herói como poucos e pelo povo que salvou ele foi aclamado Sultão dos Reinos Ermos de Aranoch. Até os dias de hoje sua família governa os reinos do deserto com benevolência.
Quanto a Tundra Seca e seu povo, eles rebelaram-se contra a igreja Triúnica e a destruíram junto com seu séquito. A igreja caiu, mas as preciosidades da mina ainda estavam lá, felizes com a herança deixada pela igreja os habitantes de Tundra Seca adotaram Amon-Rá como seu herói e quando ele morreu uma enorme pirâmide foi erguida nas proximidades da cidade para abrigar o corpo do salvador.
Hoje as minas já não dão mais tantos lucros como no passado, as fontes estão secando e a cidade entrando numa profunda depressão. Mais da metade dos habitantes do lugar deixaram a região em busca de terras mais prosperas. Além disso, a maioria das pessoas já se esqueceu do grande salvador do deserto e criticam veementes as atitudes do Chanceler Metif e do Sultão Amon V.
A cidade está desorganizada e barulhenta, as leis já não são obedecidas como antes e o desrespeito pelo patrimônio deixa marcas de depredação em todas as construções, inclusive As Pirâmides. O que era uma grande organização de exportação de pedras preciosas tornou-se um centro de troca desleal, a maioria dos mineiros se tornou traficantes ou ladrões de pedras preciosas enquanto o governo apenas observa essa balburdia.